Ela nasceu e não tive mais espaço - era que eu pensava

Atualizado: 24 de ago. de 2021


Celebrar as pequenas coisas definitivamente não é algo automático em nossas vidas. Às vezes entramos em uma zona nada amigável onde não temos condições de ver o lado bom. Mesmo olhando para outras realidades.


Não vejo isso como egoísmo, mas sim um movimento necessário para que você olhe para si mesmo. E volte melhor, podendo então olhar para outras realidades com empatia e se permitir aprender e ensinar.


Quando a Marina nasceu eu não imaginava as reações que experimentaria através do meu corpo e da minha mente. Não sabia também qual seria o impacto, a consequência. Pedi que ficassem atentos à minha volta para que se percebessem algo de estranho, me jogassem uma bóia de salvação, pois eu não teria condições de gritar por socorro.


E foi isso que aconteceu. Logo comecei terapia que me ajudou a atravessar os períodos mais complexos e angustiantes com a Marina recém nascida em meus braços. Também para me ajudar a perceber as pequenas conquistas que foram acontecendo conforme fui me conectando com essa nova realidade.


Hoje percebo isso em muitas situações, a maioria das conquistas envolve a Marina e seus avanços. Porém, ao observá-la e receber os relatos emocionantes das terapeutas e médicos dela, me dou conta que isso faz mais parte de mim do que eu imagino.


Quando ela nasceu eu mergulhei nesse mundo desconhecido e pouco sobrou para pensar em mim, para ter o meu espaço. Era que eu pensava. Faz pouco que eu percebi que esse caminho eu segui pelos passos dela, mas eu o segui. Então, essa trajetória também é minha.


Compartilhar em forma de palavras o meu olhar sobre esses aprendizados me conecta novamente com quem eu sou, além da mãe da Marina, com muito orgulho e amor. Essa foi a forma que encontrei para reconhecer na minha vida esses momentos e celebrá-los. Isso dá motivos e força para seguir, sempre.


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